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Epic Universe e Volcano Bay: magia, emoção e o melhor da Universal em dois dias

How to training your dragon, epic

Nos dias 5 e 6 de outubro (meu aniversário), vivemos dois dias intensos e inesquecíveis na Universal Orlando. No dia 5, eu e minha esposa Fernanda mergulhamos na grandiosidade do Epic Universe, o mais novo parque temático da Universal e, sem exageros, o mais deslumbrante já construído. O visual é arrebatador: o Celestial Park parece saído de um filme de ficção científica, com arquitetura celestial, luzes dançantes e fontes que hipnotizam.

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Mas foi em Isle of Berk, a área inspirada em Como Treinar o Seu Dragão, que a magia realmente ganhou vida. Tudo ali é perfeito, das rochas que lembram os fiordes nórdicos às estátuas de dragões embelezando o vilarejo. É o tipo de lugar de que você não quer sair. Já a Fernanda encontrou seu momento de pura emoção na Stardust Racers, a montanha-russa de duelos cósmicos. Ela foi duas vezes, uma em cada carrinho, e saiu com aquele sorriso de quem acabou de viver algo inesquecível.

A atração que eu mais curti no parque foi mesmo na área de Berk: Hiccup’s Wing Gliders. Ela é uma coaster de família em How to Train Your Dragon: Isle of Berk. Você sente como se estivesse voando sobre dragões, com launches, subidas/descidas suaves e trechos panorâmicos. Variante mais familiar de montanha-russa com temática de fantasia. Mesmo assim, aguarde momentos de emoção. Nada como em Stardust Racers, nem perto por certo. Ainda nessa área fomos para a Fyre Drill na esperança de nos molharmos, mas não funcionou. Os adversários não estavam empolgados. A atração carece também de placares para que os alvos atingidos façam sentido ao final.

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Ainda nessa área tivemos o encontro com o banguela e interagimos com os personagens Cabeçadura e Cabeçaquente Thorston (ou na versão em inglês Ruffnut e Tuffnut). O Soluço (Hiccup na versão em inglês) e a Astrid saíram pouco antes de nossa vez na foto, uma pena.

Também nessa área temos o belíssimo show “The Untrainable Dragon”. Ele conta como a chegada de um novo dragão em Berk pode ser um problema para o treinador de dragões Soluço. A surpresa maior do espetáculo eu não vou contar, mas você vai ficar de boca aberta.

Nossa primeira atração do dia foi em outra área do parque: na Super Nintendo World, mais precisamente na Donkey Kong Country. Tínhamos um Express para lá e foi atrás de usar logo no primeiro momento porque é uma atração que poderia fechar com as chuvas que viriam (o que de fato aconteceu em um momento futuro naquele dia 5 de outubro). Eu gostei muito e ela tem mínima radicalidade, o que vai agradar a todos. O visual da atração é belíssimo, perfeito em cada detalhe. A simulação do salto através da tecnologia presente no trilho é perfeita.

Em seguida partimos para a área de Dark Universe. Chegando lá, procuramos logo a Curse of the Werewolf. A atração aberta e que poderia também ser afetada pela chuva que estava bem próxima de iniciar. Ela é uma montanha-russa familiar com tema de lobisomem, que atravessa ambientes escuros, com elementos de surpresa ao estilo “escape” ou aventura leve. Menos intensa que as mais radicais, mas ainda emocionante para a faixa intermediária. Essa me deixou tonto por conta dos giros. Vimos até uma pessoa que se transformou em lobisomen. Brincadeira!

Depois dela, seguimos para a Monsters Unchained: The Frankenstein Experiment. Ela é uma dark ride imersiva no mundo clássico dos monstros da Universal (Frankenstein, Drácula, etc.). Foca mais em narrativa, efeitos especiais, animatrônica e uma experiência sombria e teatral. A tecnologia empregada nela me lembrou muito a atração clássica de Harry Potter na Universal’s Islands of Adventure: Harry Potter and the Forbidden Journey. Tentamos fazer a ride novamente de noite, mas o brinquedo parou por muito tempo e tínhamos que pegar nosso ônibus de volta para o hotel. Era o último do dia.

Harry Potter e a sensação de já vi isso antes

Harry Potter
The Wizarding World of Harry Potter – Ministry of Magic

Depois da primeira rodada de Dark Universe, fomos atrás de Harry Potter and the Battle at the Ministry na área dedicada a Harry Potter e Animais Fantásticos no Epic. Nesse caso específico eu acho que é muito mais a França de Animais Fantásticos do que a magia da saga Harry Potter e isso pode deixar os fãs um pouco tristes. Porém, como tudo no Epic, o visual da França dos anos 20 é perfeito, belíssimo. Não deixe de comer por lá porque se você perder essa experiência gastronômica, irá se arrepender. Mas sobre a dark ride? A dark ride traz Harry Potter no belíssimo Ministério da Magia, com narrativa, efeitos visuais, simulador ou movimento combinado. Atração de “peso” para fãs da saga. Quando você entrar no carrinho, deverá lembrar um pouco da interação que temos na atração Harry Potter and the Escape from Gringotts no Universal Studios Florida. Na atração do Epic, você vai pegar o metrô Flu até o Ministério Britânico dos anos 1990 para novas emoções com Harry, Rony e Hermione. Vai ajudá-los a capturar Dolores Umbridge que tenta fugir de seu julgamento. Nessa atração há alguns animais fantásticos que vão dar trabalho ao trio e a nós mesmos. Gostei da atração, mas fiz bem em guardá-la para o começo da tarde.

Depois dela o objetivo era fazer a Mario Kart: Bowser’s Challenge. Ela é uma dark ride com Realidade Aumentada e um cenário fantástico até a chegada da ação propriamente dita. Usando os óculos e um chapéu/capecete, você irá competir para tentar ajudar o time Mario a vencer a corrida. Cuidado para não acertar seus companheiros e perder pontos. Eu gosto dessa atração, mas sinto que falta algo para empolgar um pouco mais.

Mudanças necessárias

O parque é esteticamente impecável, mas há espaço para crescer: a área de Harry Potter e o Celestial Park mereciam mais atrações secundárias. E embora o merchandise seja incrível, os preços estavam bem altos. Ainda assim, o Epic Universe faz jus ao nome, é realmente épico, tanto na escala quanto na emoção.

Volcano Bay

Volcano Bay
Volcano Bay: eu e minha esposa no dia da visita ao parque

No dia seguinte, 6 de outubro, foi a vez de encarar o calor e se aventurar no Volcano Bay, uma cortesia da Universal Destinations Brasil. Ficamos apenas quatro horas, já que era o dia de trocar de hotéis, mas foi tempo suficiente para viver momentos memoráveis. Começamos com o lendário Krakatau Aqua Coaster e fomos três vezes durante nossa estadia no parque. É impossível não se apaixonar por essa mistura de montanha-russa e rio dentro de um vulcão. Depois encaramos Kala & Tai Nui e os tubos do Taniwha, antes de descer nos Maku/Puihi Round Raft Rides.

Sem esquecer o TeAwa The Fearless River, a minha segunda atração preferida no parque: fomos duas vezes, com duas voltas em cada, e o momento da grande onda foi pura adrenalina. Para relaxar, flutuamos no Kopiko Wai Winding River, entre risadas e tentativas (nem sempre bem-sucedidas) de subir na boia (no meu caso, claro). E para fechar, o grand finale na Waturi Beach com sua praia com areia, ondas suaves e o vulcão Krakatau ao fundo, o cenário perfeito para se despedir.

Foram dois dias de pura magia: um dedicado à tecnologia e imaginação do futuro, outro à energia e leveza da água. O Epic Universe impressiona pela escala e inovação; o Volcano Bay, pelo prazer simples de se divertir. Juntos, eles mostram por que a Universal segue definindo o padrão de entretenimento em Orlando e por que, quando você vai, sempre quer voltar.

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