O período de Black Friday, tradicionalmente marcado por grandes ofertas, também tem se consolidado como uma das datas mais críticas para a atuação de golpistas no ambiente digital. Dados da Serasa Experian mostram que, apenas entre 28 de novembro e 1º de dezembro de 2024, foram interceptadas 32,4 mil tentativas de fraude no Brasil, representando R$ 51,8 milhões em perdas evitadas. O volume de ataques chega a superar em 130% o registrado em anos anteriores, evidenciando um cenário de crescente vulnerabilidade para consumidores e empresas. Diante desse avanço, o Instituto Atlântico emitiu um alerta e compartilhou orientações de segurança elaboradas por seu Data Protection Officer (DPO), Josué Fama.
Segundo Fama, os criminosos exploram a pressa e o entusiasmo característicos da data. “Sites falsos, links enganosos e perfis fraudulentos simulam oportunidades irresistíveis para capturar dados e induzir o consumidor ao erro”, afirma. Entre os golpes mais comuns estão páginas clonadas, phishing e marketplaces com vendedores inexistentes, muitos deles oferecendo descontos superiores a 70% e exigindo pagamento por canais pouco rastreáveis, como PIX ou boletos.
Cenário preocupante
Os números reforçam a gravidade do cenário. A Serasa Experian aponta aumento expressivo de fraudes na madrugada, faixa em que o índice chegou ao dobro da média diária (CNN Brasil+1). Outro levantamento mostra que as tentativas de fraude no e-commerce durante a Black Friday cresceram 131,5% entre 2020 e 2021 (ConvergenciaDigital). Já a Visa registrou aumento de 270% nas transações suspeitas bloqueadas no Brasil no fim de semana da Black Friday 2024 (Security Leaders).
Para mitigar riscos, o Instituto Atlântico orienta consumidores a desconfiar de preços muito abaixo da média, verificar se o site é oficial, checar o uso de “https://”, evitar links enviados por e-mail ou redes sociais, usar cartões virtuais, ativar autenticação em dois fatores e manter dispositivos atualizados. O DPO também alerta para perfis falsos em redes sociais que simulam lojas legítimas.
Educação digital contra golpes
Além das medidas técnicas, Fama destaca a importância da educação digital como ferramenta de proteção. “A tecnologia evolui, mas o comportamento humano continua sendo o elo mais vulnerável. Atenção é o primeiro antivírus — e conhecimento, o melhor escudo contra fraudes.”
Há 24 anos, o Instituto Atlântico atua como uma Instituição de Ciência e Tecnologia dedicada à inovação em TIC, com presença no Brasil, Estados Unidos e Canadá. A organização investe em iniciativas de cibersegurança, formação profissional e apoio a startups, além de manter um ecossistema robusto de pesquisa e desenvolvimento. Em 2025, conquistou o 1º lugar no GPTW Ceará e o 23º no ranking nacional. Mais informações em: www.atlantico.com.br.
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