A presença feminina no setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) no Brasil vem crescendo de forma consistente nos últimos anos. De acordo com dados da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom), as mulheres já representam 34,2% da força de trabalho na área. Desde 2020, a participação feminina no setor registra um crescimento médio anual de 7,7%.
Nesse cenário, o Instituto Atlântico, instituição de ciência e tecnologia sediada em Fortaleza (CE), apresenta indicadores acima da média nacional quanto à presença feminina em posições de liderança. Enquanto no país cerca de 34% das mulheres do setor ocupam cargos de diretoria e gerência e 30,2% posições de coordenação, no Atlântico as mulheres representam 50% da liderança executiva e 33,66% dos cargos de liderança. No total, 29% do quadro de colaboradores da instituição é composto por mulheres.
Segundo Victoria Matos, diretora de Operação e Pessoas do Instituto Atlântico, a presença feminina em posições estratégicas resulta de uma política institucional voltada à diversidade e à inclusão. “A presença feminina na liderança do Atlântico não é resultado do acaso, mas de uma visão institucional clara de que a diversidade é um ativo estratégico para a inovação e a geração de valor”, afirma.
Práticas estruturadas ampliam presença feminina
De acordo com a executiva, a organização adota práticas estruturadas para ampliar a representatividade feminina, incluindo processos seletivos atentos à diversidade, políticas de equidade salarial, incentivo à formação de lideranças femininas e programas de capacitação contínua. O objetivo, segundo ela, é garantir um ambiente que estimule autonomia, protagonismo e segurança, para que as mulheres ocupem espaços de decisão.
A instituição também destaca que a diversidade contribui diretamente para a cultura organizacional e para os resultados da empresa. “Times diversos tomam decisões mais qualificadas, ampliam as perspectivas e contribuem para soluções tecnológicas mais robustas e alinhadas às necessidades do mercado”, afirma Matos.
Para a diretora, ampliar a presença feminina no setor de TIC é fundamental para o desenvolvimento do ecossistema de inovação no país. Ela defende iniciativas que incentivem o interesse de meninas por tecnologia desde cedo, além da criação de redes de apoio e de oportunidades concretas de crescimento profissional.
O Instituto Atlântico
Fundado há 25 anos, o Instituto Atlântico é uma instituição privada e sem fins lucrativos dedicada ao desenvolvimento de soluções em tecnologia da informação e comunicação. Criado pelo CPQD e pela Padtec, o instituto atua em áreas como indústria eletroeletrônica, energia e Indústria 4.0, com foco em pesquisa, desenvolvimento, inovação e educação.
Com mais de 600 colaboradores, a organização mantém parcerias com universidades, empresas, institutos de pesquisa e startups. O Atlântico também desenvolve iniciativas de apoio ao empreendedorismo, à aceleração de startups e à capacitação profissional em tecnologias emergentes.
Em 2025, o instituto foi reconhecido como a melhor empresa para trabalhar no Ceará pelo ranking Great Place to Work (GPTW) e ficou na 23ª posição no Brasil na categoria de empresas de médio porte. Foi o oitavo ano consecutivo em que a organização apareceu entre os destaques do ranking nacional.











