A Meta anunciou um acordo estratégico com a Amazon Web Services (AWS) para utilizar, em larga escala, os processadores Graviton no desenvolvimento de sua próxima geração de inteligência artificial. O movimento marca uma expansão significativa da parceria entre as duas gigantes da tecnologia e reforça uma mudança estrutural na forma como a infraestrutura de IA vem sendo construída.
O contrato prevê a implementação inicial de dezenas de milhões de núcleos Graviton, com possibilidade de expansão à medida que a demanda da empresa cresce. Com isso, a Meta passa a figurar entre os maiores clientes globais da tecnologia.
A iniciativa está diretamente ligada ao avanço da chamada IA “agentic”, sistemas autônomos capazes de raciocinar, planejar e executar tarefas complexas em múltiplas etapas. Diferentemente do treinamento de modelos, que ainda depende fortemente de GPUs, esse tipo de aplicação exige alto desempenho de processamento em CPU, área em que os chips Graviton se destacam.
Os novos processadores, como o Graviton5, foram projetados para lidar com tarefas como a geração de código, o raciocínio em tempo real e a busca avançada. Com 192 núcleos e cache ampliado, o chip promete reduzir latências e aumentar a eficiência no processamento de grandes volumes de dados — algo essencial para plataformas que operam bilhões de interações simultâneas.
Eficiência energética
Além do desempenho, a eficiência energética é um dos principais atrativos. Baseado em tecnologia de 3 nanômetros, o Graviton5 oferece até 25% mais desempenho em relação à geração anterior, ao mesmo tempo em que reduz o consumo de energia, fator crítico diante do crescimento exponencial da demanda por computação em IA.
Segundo executivos da AWS, o acordo vai além do fornecimento de hardware. A parceria inclui toda a infraestrutura necessária para viabilizar sistemas inteligentes em escala global, combinando chips próprios, serviços de dados e ferramentas de inferência.
Para a Meta, a diversificação das fontes de processamento é estratégica. A empresa busca garantir desempenho e eficiência suficientes para sustentar suas ambições em inteligência artificial, ao mesmo tempo em que mantém metas de sustentabilidade.
O acordo sinaliza uma nova fase na corrida global pela infraestrutura de IA, em que chips personalizados e soluções integradas ganham protagonismo. A expectativa é que essa abordagem permita experiências mais rápidas, inteligentes e personalizadas para bilhões de usuários em todo o mundo.











