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Aplicativos no Mac deixam arquivos escondidos mesmo após serem apagados; veja como remover os resíduos

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Excluir um aplicativo no macOS pode não ser suficiente para liberar todo o espaço ocupado por ele. Mesmo depois de arrastar um programa para a Lixeira, arquivos de configuração, caches, logs e outros componentes podem continuar armazenados no computador. Com o tempo, esses resíduos podem consumir espaço e permanecer no sistema mesmo após a remoção do aplicativo original.

O motivo está na própria estrutura do macOS. Embora um aplicativo apareça no Finder como um único ícone, ele funciona como um pacote que reúne diferentes componentes. Durante a utilização, porém, o programa também pode criar arquivos fora desse pacote, incluindo dados de suporte, configurações e caches.

Por que apagar o aplicativo não elimina tudo?

Programas como Photoshop e Acrobat, por exemplo, podem instalar serviços auxiliares e outros componentes no sistema. Por isso, simplesmente mover o aplicativo para a Lixeira não necessariamente remove todos esses arquivos. Alguns deles podem continuar armazenados no Mac e até ser transferidos para um novo computador durante o uso do Assistente de Migração.

Parte desses dados fica em diretórios da Biblioteca do macOS, incluindo pastas como Application Support e Caches. O acesso à Biblioteca também não é imediato, já que o Finder a mantém oculta por padrão.

O problema é que identificar manualmente quais arquivos pertencem a cada aplicativo pode ser complicado. Os nomes nem sempre indicam claramente sua origem, aumentando o risco de apagar arquivos importantes.

App Cleaner promete remover aplicativos e arquivos associados

Para automatizar esse processo, o Kaspersky Premium para macOS passou a oferecer o recurso App Cleaner. A ferramenta identifica aplicativos e arquivos relacionados, utilizando informações como o bundle ID e os locais em que esses dados normalmente ficam armazenados.

Antes da exclusão, o recurso apresenta os arquivos associados, o espaço ocupado e os respectivos locais. Dessa forma, o usuário pode verificar o que será removido antes de confirmar a operação.

A ferramenta também possui uma seção chamada Resíduos, destinada a localizar arquivos deixados por aplicativos que já foram excluídos anteriormente pelo método convencional.

Exclusão pode ser desfeita

Outro recurso é a possibilidade de recuperação. Em vez de apagar os arquivos imediatamente, o App Cleaner os envia para a Lixeira. Enquanto ela não for esvaziada, os itens podem ser restaurados. O próprio aplicativo também oferece a opção de restaurar um programa excluído e seus arquivos relacionados.

A limpeza, no entanto, também pode remover dados armazenados pelo aplicativo. Isso significa que uma futura reinstalação poderá exigir novas configurações e pode resultar na perda de determinados dados específicos do programa, como extensões ou arquivos de jogos salvos. Arquivos pessoais, como documentos PSD, não fazem parte dessa remoção quando são identificados como arquivos próprios do usuário.

Cuidado com aplicativos falsos de limpeza

A busca por ferramentas de limpeza também exige atenção. Segundo a Kaspersky, pesquisadores da empresa identificaram versões falsas de programas conhecidos, incluindo CleanMyMac, Mole e CCleaner Pro, usadas para disfarçar malware.

O App Cleaner está integrado ao Kaspersky para macOS e faz parte dos recursos oferecidos pelo Kaspersky Premium. A empresa também destaca outros recursos recentes para o sistema, incluindo o Scam Protection Hub, voltado à proteção contra fraudes digitais com uso de inteligência artificial.

Fonte: Kaspersky

Imagem gerada por IA (ChatGPT)

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