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Lanlink alerta empresas sobre riscos da IA sem governança e defende preparação de equipes

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A adoção da Inteligência Artificial (IA) no ambiente corporativo exige mais do que acesso a novas ferramentas. Para transformar a tecnologia em resultados concretos, as empresas precisam estruturar seus dados, preparar as equipes de TI e estabelecer mecanismos de governança e segurança. Esse foi o foco do Azure Decision Day, workshop promovido pela Lanlink em outubro, no auditório do hotel Gran Marquise, em Fortaleza.

O encontro reuniu dezenas de gestores e executivos de grandes empresas, incluindo Grupo Edson Queiroz, M. Dias Branco, Solar Coca-Cola e Vicunha Têxtil. Durante a programação, os participantes acompanharam a palestra “Como acelerar inovação, dados e IA com Microsoft Azure”, ministrada por Sergio Ricardo, diretor de Business Transformation da Lanlink.

A apresentação abordou os desafios enfrentados pelas organizações na implementação da Inteligência Artificial e a importância de estabelecer uma base sólida de dados para aproveitar o potencial da tecnologia, especialmente com o avanço dos agentes inteligentes nos processos corporativos.

Empresas precisam ir além da adoção de ferramentas de IA

Segundo Sergio Ricardo, muitas organizações iniciaram a implementação da Inteligência Artificial sem o planejamento necessário, mas agora percebem que a tecnologia depende de uma estrutura adequada para gerar valor.

“Após uma corrida inicial sem muito preparo prévio para adentrar no mundo da IA, as empresas acordaram para a necessidade de organizar corretamente os dados e gerar valor real para as companhias”, afirmou o executivo.

De acordo com ele, o workshop apresentou estudos e pesquisas atualizados sobre os principais pontos de atenção para as organizações, além de percepções de executivos sobre o cenário atual do mercado.

A discussão também destacou a necessidade de alinhar a adoção de novas tecnologias aos objetivos de negócio. Sem dados organizados, processos definidos e equipes preparadas, a implementação da IA pode não entregar os resultados esperados pelas empresas.

Governança de dados é essencial para obter resultados

Para Charles Boris, presidente da Lanlink, o evento foi uma oportunidade de discutir como as organizações podem capacitar suas equipes de tecnologia da informação para utilizar melhor os recursos de Inteligência Artificial.

O executivo ressaltou que, apesar da popularização das ferramentas de IA, a adoção da tecnologia precisa ser acompanhada de governança e organização dos dados.

“Apenas usar as ferramentas sem a devida governança e estruturação dos dados não trará o resultado esperado”, destacou Boris.

O alerta reflete um dos principais desafios da transformação digital nas empresas: conciliar a velocidade de adoção da Inteligência Artificial com o controle sobre as informações utilizadas pelos sistemas e a segurança dos processos corporativos.

Segurança da informação ganha importância com avanço da IA

A proteção dos dados também esteve entre os temas discutidos no encontro. Luis Henrique de Almeida, diretor de Segurança da Informação do Grupo Edson Queiroz, chamou a atenção para os riscos de iniciativas de Inteligência Artificial implementadas sem controles adequados.

Segundo o executivo, as áreas de negócio demonstram interesse crescente em utilizar a tecnologia, mas essa expansão precisa ocorrer com mecanismos capazes de proteger informações sensíveis.

“As áreas de negócio estão muito ávidas em usar IA, muitas vezes sem a governança adequada, que garante a proteção dos dados”, afirmou.

Almeida também destacou que a sofisticação dos ataques cibernéticos e a aceleração na descoberta de vulnerabilidades exigem respostas mais rápidas das equipes responsáveis pela segurança digital.

Nesse contexto, o executivo apontou a importância de compreender como a própria Inteligência Artificial pode contribuir para prevenir incidentes e fortalecer a proteção dos ambientes corporativos.

Empresas precisam acompanhar a velocidade da inovação

A necessidade de atualização constante também foi ressaltada por Liliana Pedrosa, gerente de Inovação Digital da M. Dias Branco. Para ela, o ritmo de evolução das ferramentas exige que as empresas acelerem o aprendizado e preparem suas equipes para avaliar novas possibilidades de aplicação.

“Nós estamos correndo com o aprendizado e aplicação do conhecimento em tempo recorde, já que as coisas mudam de um dia pro outro. É tudo sempre muito rápido, precisamos estar estruturados”, afirmou.

A executiva acrescentou que o acompanhamento contínuo do mercado é importante para identificar ferramentas e conhecimentos que possam ser incorporados às equipes e aos processos da companhia.

O Azure Decision Day reuniu, assim, diferentes perspectivas sobre a adoção da Inteligência Artificial no ambiente empresarial, com ênfase na combinação entre inovação, gestão de dados, capacitação profissional e segurança da informação.

A discussão reforça que a competitividade na era da IA depende não apenas da escolha das ferramentas tecnológicas, mas também da capacidade das empresas de preparar suas estruturas para utilizá-las de maneira consistente e alinhada aos objetivos de negócio.

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