O início de junho deste ano foi amplamente comemorado pela Larco, empresa fundada na Bahia e referência no setor de petróleo. Quarta maior distribuidora de combustíveis do Brasil, segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustiveis (ANP), a Larco anunciou a todos os seus parceiros, por meio da ‘GoLive LarcoTech’, a entrada da companhia em ambiente de produção no SAP S/4HANA. A celebração teve como objetivo destacar que, após dois anos de uma jornada intensa de implementações, a companhia fez a entrega de um projeto que marca um novo capítulo na história da Larco, que conta com 36 operações localizadas estrategicamente em 16 estados brasileiros e no Distrito Federal.
Com o projeto liderado pelo time de Enterprise Platforms do grupo Stefanini, uma das maiores consultorias tech globais, foi possível realizar implementações nos sistemas da Larco com SAP S/4HANA e outras soluções baseadas em nuvem, visando minimizar personalizações diretas no sistema central e priorizar extensões fora do núcleo (via SAP Business Technology Platform – BTP). O BTP reduz modificações no código SAP, utiliza extensões sem afetar o núcleo – por meio do SAP, ou criando APIs e eventos –, e coloca em primeiro plano uso de soluções Best Practices da SAP, baseadas nas experiências de gigantes do mercado, além de facilitar upgrades e inovações.
O projeto demandou muito cuidado e atenção, diante da complexidade do negócio em questão, onde fatores essenciais devem ser levados em conta como, por exemplo, o dinamismo do processo de compra do combustível. Outro ponto crucial foi devido à ampliação do grupo Larco, com a aquisição de novas empresas e de outras plantas, quando o projeto ganhou outra dimensão e, com isso, foi necessário um acompanhamento ainda mais rigoroso nos processos e na adoção de melhores práticas. O principal desafio da Larco era atender a essa grande unificação e manter um olhar atento quanto às especificidades do segmento em que atua.
De vários processos de todos os sistemas instalados em um único ERP (Enterprise Resource Planning), a implementação abrangeu a migração de sistemas integrados e que atendiam a exigência da regulamentação do segmento de petróleo.
As especificidades são muitas. Desde questão fiscal, com cálculos bastante específicos, onde o sistema tem que estar o tempo inteiro calculando com base em uma tabela de referência da ANP, variação da temperatura e da pressão que provocam alteração no volume do combustível, entre outros elementos cruciais que regem o setor. “Foi um projeto bastante desafiador, onde a primazia estava em organizar um sistema que auxilia na tomada de decisão, considerando amplamente a dinâmica de um segmento ímpar em que a Larco atua”, afirma Marcelo Ciasca, CEO da Stefanini Brasil. A equipe de especialistas do grupo Stefanini responsável pela implantação para esse tipo de sistema foi liderada por Bruno Cardoso, diretor-executivo de Operações.
Para Cardoso, os volumes de falhas encontradas em todos os ciclos de testes integrados trouxeram boas expectativas, demonstrando estabilidade, usabilidade e adaptação acima da média para um projeto desta complexidade. “Conseguimos atingir o volume de faturamento histórico em aproximadamente uma semana”, comemora o executivo do grupo Stefanini diante do cenário de evolução do ramp up, no qual foi alcançado 20% do volume logo no primeiro dia da operação e chegando à totalidade no nono dia.
“Foi uma jornada longa, de muito trabalho, enfrentamos adversidades naturais durante o processo, mas o espírito de equipe prevaleceu e juntos – a Larco e a Stefanini – alcançamos o objetivo final. Estamos satisfeitos com os resultados obtidos com a implementação do SAP e os benefícios que a conclusão desse projeto trará para a nossa empresa”, destaca Patricia Nogueira, gerente de Governança da Larco Petróleo.












