A Embraer divulgou nesta segunda-feira (4) os resultados do terceiro trimestre de 2025 (3T25), marcados por desempenho financeiro recorde e melhora nas classificações de crédito por agências internacionais. A fabricante brasileira de aeronaves reportou receita de R$ 10,9 bilhões, o maior valor da história para o período, representando um crescimento de 15,8% em relação ao mesmo trimestre de 2024.
Os destaques vieram das divisões de Aviação Comercial e Defesa & Segurança, que apresentaram altas de 27,5% e 23,8%, respectivamente. O EBIT ajustado atingiu R$ 927,2 milhões, com margem de 8,5%. A margem foi parcialmente impactada por tarifas de importação dos Estados Unidos, que somaram US$ 17 milhões no trimestre e US$ 27 milhões no acumulado do ano.
Entregas
No trimestre, a Embraer entregou 62 aeronaves, 20 jatos comerciais, 41 executivos e um KC-390 Millennium para o setor de defesa, superando em 5% o número de entregas do ano anterior. Com isso, a carteira de pedidos firmes chegou a US$ 31,3 bilhões, o maior volume da história da empresa.
As agências S&P, Fitch Ratings e Moody’s revisaram positivamente as avaliações da Embraer. A S&P elevou a nota de crédito de “BBB-” para “BBB”, enquanto Fitch e Moody’s ajustaram suas perspectivas de “estável” para “positiva”.
Receita estimada
A companhia manteve suas projeções para 2025, estimando receita entre US$ 7 bilhões e US$ 7,5 bilhões, margem EBIT ajustada entre 7,5% e 8,3% e fluxo de caixa livre superior a US$ 200 milhões.
Fundada em 1969, a Embraer já entregou mais de 9 mil aeronaves e é líder mundial na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos. Com operações em diversos continentes, a empresa segue como a principal exportadora de produtos de alto valor agregado do Brasil.












