Como seguidor e fã da turma do Pra Falar de Disney (PFD), um dos melhores podcast sobre viagens para a terra da magia, acompanhei a saga deles para visitar o Epic Universe, novo parque da Universal em Orlando na Flórida. Tudo foi registrado nos podcasts, no Instagram do Lucas Carneiro e do Pedro Romero, os apresentadores do podcast. Foi tudo muito emocional e por isso muito fantástico de acompanhar. Para mim, o ponto alto foi antes de mostrarem o Epic, mas quando foi feita a surpresa para o Lucas. Ele não iria, mas seguidores do PFD acabaram comprando o ticket para ele. E assim, a equipe estava mais que completa.
>>> Versão em inglês: PFD Experts Reveal How Epic Universe Redefined Theme Park Technology
E quando lancei a matéria sobre a tecnologia embarcada no parque Epic eu entrei em contato com Lucas e Pedro para pensar em um relato deles sobre a viagem. Pois bem, está abaixo o relato escrito pelo Lucas sobre como foi todo o processo antes e durante. Como foi para esses especialistas em parques de Orlando viver a magia e tecnologia do Epic. Espero que gostem e compartilhem!
PFD no Epic Universe por Lucas Carneiro

Em muitos anos de profissão trabalhando com projetos de transformação digital e tecnologia, nunca imaginei que uma das coisas que mais amo nesse mundo se uniria a isso. Estar no Epic Universe em seu dia de inauguração foi simplesmente inimaginável.
Nós, no PFD, acompanhamos desde o primeiro anúncio: cada árvore, cada escavação, cada mínima notícia. Mas, depois de 25 anos desde a última inauguração de um parque em Orlando, nunca havíamos parado para pensar no que significaria vivenciar um parque inteiramente concebido na era das redes sociais e da inteligência artificial, com capacidade computacional quase “infinita”.
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Seria possível algo além do que Pandora, no Animal Kingdom, fez com o Flight of Passage ou o Shaman of Songs? Algo que se aproximasse de Rise of the Resistance? Afinal, Star Wars sempre parece estar a anos-luz em tecnologia, como a própria galáxia distante sugere.
A resposta é sim. No momento em que você entra no Epic Universe, já percebe que o parque foi criado para que a tecnologia melhore a experiência do visitante. A entrada é feita por reconhecimento facial. Esqueça carregar ingressos de papel que molhavam no Popeye ou esquecíamos no bolso. “Mas o que há de tão inovador nisso?” Não é a tecnologia em si, mas como ela se conecta à experiência. Poucas coisas irritam mais do que sair animado de uma montanha-russa e lembrar que o ingresso está trancado no armário. No Epic, isso não acontece: o mesmo reconhecimento facial abre o armário, mesmo com você de “cara virada do avesso” depois da atração.

Outro ponto: a Disney sempre foi famosa por “enganar” os sentidos com magia, fazendo todos esquecerem a realidade. No Epic, a tecnologia cumpre esse papel. Em Monsters Unchained e Harry Potter and the Battle of the Ministry, muitas vezes é impossível distinguir telas de animatrônicos ou atores. É o mais alto nível de imersão sensorial. E nem sempre tecnologia é algo disruptivo; às vezes é a simplicidade de realizar o sonho do fã. Qual o desejo de todo Potterhead? Atravessar uma lareira de pó de flu e surgir no mundo bruxo. Com luzes e fumaça, isso acontece. E funciona.
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A última, e talvez mais surpreendente, inovação está no show de Como Treinar o Seu Dragão. “Alerta de spoiler”: em seu auge, vemos Soluço voando sobre Banguela, preso por cabos de aço. Parece simples, não? Errado. A projeção transforma a tela em um céu de nuvens, e uma fumaça cobre o público, criando a sensação real de voo.
Em tempos de IAs, GPTs e deepfakes, o Epic Universe é um espetáculo de tecnologia em sua forma mais nobre: não tecnologia pela tecnologia, mas encantamento. Um parque feito para apaixonar tanto os amantes da inovação quanto os fãs de parques temáticos.













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