Um juiz da Corte Superior de Quebec, no Canadá, autorizou uma ação coletiva contra 13 montadoras acusadas de falhas na segurança dos sistemas de acesso remoto, apontou a CBC. A ação foi movida em nome de residentes de Quebec que tiveram seus carros roubados a partir de 2 de maio de 2021, independentemente do ano de fabricação dos veículos. O principal argumento é que os sinais dos controles remotos são fáceis de interceptar por criminosos, facilitando os furtos. André Lacroix, dono de um Toyota Highlander 2018, lidera o processo que tem mais de 10 mil vítimas de roubo de carros na província canadense.
O processo aponta que os fabricantes sabiam dos riscos há anos, mas não aprimoraram a segurança nem alertaram os consumidores. Lacroix teve seu carro roubado mesmo após tê-lo trancado com o controle remoto. Ele afirma que o manual do proprietário não menciona qualquer vulnerabilidade das chaves inteligentes.
Sistemas de bordo falhos
De acordo com o veículo de comunicação canadense, além disso tudo, o processo alega que os sistemas de diagnóstico de bordo tornam os veículos ainda mais suscetíveis ao roubo, permitindo que criminosos forcem a partida após invadir o carro. As montadoras citadas incluem marcas como Toyota, Honda, Hyundai, Ford, Audi, Volkswagen e outras. O juiz rejeitou a inclusão de Porsche, Jaguar Land Rover, Mercedes-Benz e alguns casos envolvendo tecnologias mais recentes.
A ação busca US$ 1.500 para cada vítima de roubo desde maio de 2021 e mais US$ 1.500 por carro vendido ou alugado entre essa data e maio de 2024. Esse segundo valor seria destinado a uma organização que defende os direitos de proprietários de veículos. Também se solicita que os fabricantes convoquem os carros para ajustes técnicos que reforcem a segurança.
Número de roubos de veículos aumentou no Canadá após a pandemia
O número de roubos de veículos aumentou no Canadá após a pandemia, mas dados recentes indicam uma queda de 19% no primeiro semestre de 2025 em comparação com o mesmo período de 2024. Ainda assim, especialistas alertam que o combate a esse tipo de crime exige mais ações por parte das autoridades e da indústria automotiva.
O juiz Clément Samson deu sinal verde para que o caso avance, e as montadoras têm até 30 dias para recorrer. Um dos advogados, Éric Bouchard, pediu que vítimas de roubo de carros equipados com sistema remoto entrem em contato, caso desejem participar da ação.
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