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Projeto promove desenvolvimento sustentável na Floresta Amazônica

Amazônia 4.0

Tereza Cristina Melo de Brito Carvalho, membro do IEEE (organização profissional do mundo dedicada ao avanço da tecnologia em benefício da humanidade) e engenheira eletricista e doutora pela Universidade de São Paulo, ministrou palestra no dia 4/10 na Futurecom 2023 sobre o projeto Amazônia 4.0. O projeto é uma solução tecnológica que busca tornar o extrativismo da Amazônia mais benéfico às comunidades locais, e aproveitar a biodiversidade da região para oferecer melhor qualidade de vida aos seus moradores.

Floresta Amazônica
Flotesta Amazônica. Image by Turiano L P Neto from Pixabay

Com intuito de entregar soluções ambientais para o bem estar coletivo, a proposta é tornar a cadeia produtiva do Cacau-Cupuaçu rastreável por meio de tecnologias como Blockchain e IoT, permitindo uma melhor distribuição do ganhos obtidos nesta atividade.

“As ações do programa Amazônia 4.0 usam tecnologia e educação para garantir que a Amazônia, maior floresta tropical do mundo, seja protagonista na bioeconomia, que, em uma década, deverá representar 2,7% do PIB dos países mais ricos, segundo projeções da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)”, afirma a membro do IEEE.

“Além disso, o potencial da bioeconomia para o país é imenso, como aponta o estudo global macroeconômico “Changes in the Global Value of Ecosystem Services”, segundo o qual a floresta amazônica de pé pode render até R$ 7 trilhões anuais ao Brasil”, completa.

Como estimular comunidades locais através do projeto

Tereza Cristina Carvalho
Tereza Cristina Carvalho. Foto: Divulgação

Para atingir estes objetivos, o programa Amazônia 4.0 desenvolveu Laboratórios Criativos da Amazônia (LCAs). Os LCAs são laboratórios móveis nos quais cientistas e pessoas de povos tradicionais e indígenas trabalham em parceria para criar produtos a partir do processamento de matérias-primas da Amazônia. Então, a partir daí, transformá-las em produtos de alto valor agregado pela sua qualidade e rastreabilidade.

“Isto passa por ações de capacitação sobre os recursos naturais disponíveis, feitas diretamente nas comunidades locais, mas também agregando os conhecimentos tradicionais desses povos para o desenvolvimento de soluções inovadoras e disruptivas, estimulando a bioeconomia e o protagonismo dos povos tradicionais e indígenas, além de manter a floresta preservada”, finaliza Tereza Carvalho.

Saiba mais sobre o projeto Amazônia 4.0.

Sobre o IEEE

O IEEE é a maior organização profissional técnica do mundo dedicada ao avanço da tecnologia em benefício da humanidade. Seus membros inspiram uma comunidade global a inovar para um futuro melhor por meio de seus mais de 420.000 membros em mais de 160 países. No Brasil, a organização conta com aproximadamente 4 mil membros. Suas publicações, conferências, padrões de tecnologia e atividades profissionais são recomendadas por diversos especialistas. O IEEE é a fonte confiável para informações de engenharia, computação e tecnologia em todo o mundo.

Foto: Reprodução

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