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Especialistas globais apontam caminhos para navegar grandes mudanças

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As sucessivas ondas de disrupção com novas tecnologias, digitalização, avanço das redes sociais e, mais recentemente, a Inteligência Artificial (IA) tem colocado em xeque modelos e estratégias de negócios no mundo todo. Para aprofundar esta reflexão e delinear alguns caminhos, a Cadastra, companhia global que resolve desafios de crescimento, reuniu em São Paulo dois grandes especialistas internacionais da atualidade: Anab Jain, confundadora da Superflux (Londres) e professora de design investigativo, e Matt Klein, Teorista cultural, estrategista de comunicação e sócio do Copenhagen Institute for Futures Studies.  Sem apontar soluções prontas, ambos reforçaram a importância de ir além dos dados e estudos de tendências, buscar conexões reais e construir o futuro que queremos.

Segundo Anab Jain, mais do que apenas se adaptar ao futuro, “temos que imaginar o futuro (…) as pessoas buscam algo em que confiar”. Na mesma linha, Matt Klein explicou que a ênfase de seu trabalho está em entender a dinâmica cultural atual, criticar o porquê estamos fazendo isso “e construir os eventos que queremos em vez de ficar apenas olhando o que relatórios e pesquisas nos dizem que vai ser. Temos que lembrar que não somos vítimas da cultura e da mudança, nós somos os que fazem a mudança”. O teorista cultural explica ainda que grande parte das empresas apenas reage as mudanças, mas que acompanhando os movimentos da sociedade mais de perto, é possível identificar anseios e propor novos caminhos que os atendam, liderando este processo.

Uma das principais discussões foi sobre o impacto da IA nos negócios e na sociedade. “Vejo a Inteligência Artificial como uma ferramenta”, ressaltou Jain, explicando que o foco das empresas não deveria ser tanto na substituição, mas sim em como usar a IA para alavancar as capacidades humanas e em como fazer coisas novas a partir desta parceria.  Klein vai ainda mais longe. Ele sugere que temos que ter muita atenção a fonte da percepção de que a IA terá um impacto inevitável. “As mudanças são tão grandes quanto a fizermos. Podemos decidir usar ou não esta tecnologia”, disse.

No campo cultural, Klein trouxe outro ponto muito relevante: “Agora está muito difícil todos ficarmos na mesma página”. O especialista explica que com a imensa fragmentação dos canais de comunicação está muito difícil chegar a um consenso. “É quase como vivêssemos em diferentes realidades. O que uns veem como vermelho, outros veem como azul”. Desta forma, um dos maiores desafios das marcas é dialogar com consumidores com visões tão distintas.

Se soma a isso a crise de credibilidade das instituiçõesO índice de confiança das instituições nunca foi tão baixo (…) Ainda assim precisamos de confiança, de tirar um sentido das mudanças. Onde então acreditamos? É onde as mídias sociais têm o seu papel”Klein explica que, muitas vezes, o próprio debate nas comunidades digitais que forma uma visão sobre determinado tema, seja isso verdadeiro ou não.

Ambos os especialistas concordam que este cenário afeta profundamente a forma com que as empresas realizam suas comunicações. “Os consumidores estão criando identidades para as marcas, não apenas aceitando o que recebem”, ressalta Anab Jain. Para ela, a comunicação nas redes sociais deve ser baseada em autenticidade, conexão e “voz humana”, trazendo histórias que conectem as pessoas. Outro ponto de grande transformação é a educação. “Temos que mudar como aprendemos. Ter uma ênfase maior em desenvolver a imaginação e a curiosidade”.

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