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Setor de energia entra na “era inteligente” com Inteligência Artificial integrando dados e transformando empresas

UFC, IA Agêntica

A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser apenas tendência para se consolidar como ferramenta estratégica no setor energético e de óleo e gás. Aplicada em manutenção preditiva, criação de gêmeos digitais, aumento da eficiência operacional e redução de emissões, a tecnologia impulsiona inovação, competitividade e sustentabilidade.

O tema foi discutido na mais recente edição do Capco Talks, disponível no canal da Capco no YouTube. O episódio contou com a participação de Matteo Cervelli, head de Open Innovation da Vibra Energia; Isaac Florencio, gerente de Engenharia de Suporte da Foresea; Evelyn Batista, pesquisadora da PUC-Rio; e mediação de Diogo Santos, head de Inovação da Capco Brasil.

“Quatro Ds”

Segundo Cervelli, a transição energética pode ser explicada pelos “quatro Ds”, descarbonização, descentralização, digitalização e democratização, em que a IA atua como integradora de dados para decisões mais rápidas e assertivas.

Na prática, projetos de gêmeos digitais, drones para inspeção de linhas de transmissão e modelos preditivos baseados em dados de satélite já estão em uso, destacou Evelyn Batista. Essas ferramentas reduzem riscos e custos por meio de simulações e antecipação de falhas.

Investimentos

De acordo com a PwC, a IA pode adicionar até US$ 15,7 trilhões à economia global até 2030, sendo US$ 6,6 trilhões oriundos do aumento de produtividade com automação e análise de dados em larga escala.

No setor de óleo e gás, a tecnologia já é indispensável. “Coletamos milhões de dados por ano em operações de perfuração. A IA é essencial para transformar essas informações em valor real”, afirmou Isaac Florencio.

Integração

Para Diogo Santos, a integração entre empresas, universidades e startups em projetos de inovação aberta fortalece a competitividade, a inclusão e a formação de talentos.

Cervelli reforçou que a convergência entre IA e energia representa um movimento estratégico de longo prazo. “Estamos diante de um novo paradigma, no qual dados, tecnologia e pessoas se conectam para acelerar a transformação do setor. O futuro da energia será cada vez mais inteligente, eficiente e sustentável”, concluiu.

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