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Embraer bate recorde de receita no 2º trimestre, alcança R$ 11,3 bilhões e eleva metas para 2026

Embraer

A Embraer registrou receita de R$ 11,3 bilhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), alta de 10% em relação ao mesmo período do ano passado e o melhor resultado da companhia para um segundo trimestre. O desempenho levou a fabricante brasileira de aeronaves a revisar para cima suas projeções financeiras para o ano.

No trimestre, o EBIT ajustado chegou a R$ 1,5 bilhão, com margem de 13,4%. Já o fluxo de caixa livre ajustado, excluindo a Eve, alcançou R$ 2 bilhões, impulsionado pelo desempenho operacional, entradas de caixa relacionadas a vendas e um crédito tributário extraordinário.

Com a melhora dos resultados, a isenção de tarifas e as perspectivas mais favoráveis para os negócios, a Embraer elevou suas metas para 2026. A empresa agora projeta margem EBIT ajustada entre 10% e 10,6%, ante a estimativa anterior de 8,7% a 9,3%. Para o fluxo de caixa livre ajustado, sem considerar a Eve, a previsão passou de US$ 200 milhões ou mais para US$ 400 milhões ou mais.

Lucro da Embraer também cresce no trimestre

O lucro líquido ajustado da Embraer somou R$ 1,1 bilhão no 2T26, crescimento em relação aos R$ 890,3 milhões registrados no mesmo trimestre de 2025.

O lucro líquido atribuível aos acionistas chegou a R$ 1 bilhão, contra R$ 448,9 milhões um ano antes. O lucro líquido por ação também avançou, passando de R$ 0,6120 para R$ 1,5161.

Os investimentos totalizaram R$ 609,2 milhões no trimestre, acima dos R$ 576,5 milhões registrados no 2T25. Considerando também a Eve, o montante chegou a R$ 760,6 milhões, ante R$ 828,5 milhões no mesmo período de 2025.

Defesa e Segurança impulsiona resultado da Embraer

Entre as unidades de negócio, Defesa & Segurança foi um dos principais destaques, com receita de R$ 1,5 bilhão, crescimento de 22% na comparação anual.

O desempenho foi impulsionado principalmente pelo maior reconhecimento de receitas do KC-390 Millennium, considerando a carteira de clientes e o estágio de produção das aeronaves.

A margem bruta da divisão passou de 19,6% para 20,6%, enquanto a margem EBIT ajustada subiu de 9,3% para 12%, beneficiada pela alavancagem operacional.

Na Aviação Executiva, a receita alcançou R$ 3,7 bilhões, alta de 19% em um ano. O resultado foi favorecido pelo aumento no número de entregas e pelo mix de produtos.

A divisão de Serviços & Suporte registrou receita de R$ 2,9 bilhões, crescimento de 11%, impulsionado pelo aumento dos volumes em todos os segmentos.

Já a Aviação Comercial apresentou receita de R$ 3,2 bilhões, queda de 2% em relação ao 2T25. Segundo a companhia, o resultado foi impactado principalmente pela valorização do real frente ao dólar, que mais do que compensou o crescimento no volume de entregas.

Embraer entrega 65 aeronaves e amplia carteira de pedidos

A fabricante entregou 65 aeronaves no segundo trimestre de 2026, o melhor desempenho para um segundo trimestre em 16 anos. O número representa crescimento de 7% em relação às 61 aeronaves entregues no 2T25.

No primeiro semestre, foram 109 aeronaves entregues, cerca de 20% acima das 91 unidades registradas no mesmo período de 2025.

O avanço reflete, segundo a empresa, o progresso das iniciativas voltadas ao nivelamento da produção.

Outro destaque foi a carteira de pedidos, que chegou a US$ 34,5 bilhões no 2T26, estabelecendo novamente um recorde para a Embraer. O valor representa crescimento de 16% em relação ao mesmo período do ano passado.

A carteira permanece em trajetória de crescimento pelo sétimo trimestre consecutivo, reforçando o cenário de expansão dos negócios da fabricante brasileira no mercado global de aviação.

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