Segurança de identidades e o uso Inteligência Artificial estão entre as maiores preocupações para a cibersegurança neste ano

Nas primeiras semanas de 2025 os casos de invasão de sistemas e vazamento de dados continuam ocorrendo, no Brasil e no mundo, envolvendo empresas privadas, órgãos públicos e instituições de diversas áreas. Esses casos mostram os desafios crescentes da cibersegurança, e entre os pontos que merecem mais atenção na atualidade estão a segurança de identidades e o uso da Inteligência Artificial. Estas foram algumas das conclusões do Trust Control Next Level, evento organizado em Fortaleza pela Trust Control, empresa de cibersegurança do Norte e Nordeste, reunindo especialistas em segurança cibernética e colaboradores da Trust.

“Em escala global, a Inteligência Artificial está entre as maiores ameaças à cibersegurança, devido ao grande número de aplicativos dela originados, que crescem dia a dia. Estima-se que em até quatro anos existam mais de 20 mil novos aplicativos de IA no mercado. Por isso, devemos nos preparar cada vez melhor para este novo cenário”, alerta Federico Basurto, gerente de vendas da Palo Alto Networks para a América Latina.

“A segurança das identidades é a que está associada, de fato, ao usuário, à pessoa. Por isso, é a área mais ligada à proteção direta do indivíduo, ao mundo real. É um tópico que merece muita atenção, porque se a identidade de uma pessoa vaza, o sistema de endpoint pode ser burlado e criar um estrago nos dados da companhia”, observa Rodrigo Haidar, gerente de vendas sênior da Delinea.

Comportamentos

O gerenciamento de identidades também sofre forte influência da Inteligência Artificial, trazendo soluções ágeis e inovadoras. “Dentro das soluções de identidade, a capacidade dos motores de IA de identificar comportamentos de ameaça e correlacionar esse tipo de informação, baseada em dados massivos, para determinar ameaças do ponto de vista individual, é algo que um analista jamais conseguiria fazer em uma empresa que tem, às vezes, milhares ou milhões de identidades”, explica Rodrigo Haidar. “Dessa forma, a IA pode identificar uma tentativa de invasão antes que ela ocorra. Analisando potenciais de login em sistemas corporativos, de lugares às vezes não comuns, a IA identifica comportamentos do usuário diferentes do que ele costuma ter. Essa combinação de Inteligência Artificial e machine learning deve mudar o patamar dos produtos de cibersegurança, já em um curto prazo”, projeta o gerente de vendas sênior da Delinea.

Na visão de Rodrigo Basurto, as empresas devem priorizar os investimentos em cibersegurança, de modo a estarem preparadas para as ameaças. E isso passa pela cultura interna, ou seja, as orientações aos colaboradores. “As companhias, sem dúvida, precisam cada vez mais de controles de segurança e disciplina digital. Precisamos treinar muito os usuários sobre coisas básicas, como não abrir qualquer documento e não clicar em certos sites. Essa educação para os usuários é fundamental”, aponta o gerente de vendas da Palo Alto Networks para a América Latina.

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