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O iPhone está sob nova ameaça? Malwares avançados ampliam ataques e colocam usuários comuns na mira

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Uma análise recente publicada pela Kaspersky revela uma mudança significativa no cenário de segurança digital envolvendo dispositivos da Apple. Os malwares DarkSword e Coruna indicam que o iPhone, frequentemente considerado altamente seguro, passou a ser alvo de ataques sofisticados em larga escala, atingindo não apenas figuras de alto perfil, mas também usuários comuns.

Segundo pesquisadores da Kaspersky, essas novas ameaças exploram ferramentas originalmente desenvolvidas em contextos de inteligência governamental, que teriam vazado e sido adaptadas por cibercriminosos.

DarkSword foi identificado só esse ano

O DarkSword, identificado em março de 2026, é capaz de infectar dispositivos com iOS 18 por meio de uma técnica conhecida como “zero clique”, que dispensa qualquer ação do usuário. Basta acessar um site legítimo comprometido para que o malware seja instalado silenciosamente. A partir disso, o invasor pode acessar dados sensíveis, como senhas, mensagens de aplicativos, fotos, histórico de navegação e até informações de carteiras de criptomoedas.

Já o Coruna atua de forma semelhante, mas tem como alvo versões mais antigas do sistema operacional, como o iOS 13 e o iOS 17.2.1. A ameaça explora múltiplas vulnerabilidades, muitas delas associadas ao motor WebKit, e também permite o roubo de dados pessoais e de ativos digitais, com foco especial em criptomoedas.

A investigação da Kaspersky aponta que os dois malwares têm origens distintas, mas compartilham um alto nível de sofisticação, reforçando a hipótese de terem sido desenvolvidos inicialmente por estruturas ligadas a governos. Após o vazamento, essas ferramentas passaram a circular entre diferentes grupos criminosos, ampliando seu alcance global.

Atualizar o dispositivo sempre

Diante desse cenário, especialistas recomendam que usuários atualizem seus dispositivos para as versões mais recentes do sistema operacional, incluindo o iOS 26 ou versões anteriores corrigidas disponibilizadas pela Apple. Também é indicado ativar recursos adicionais de segurança, como atualizações automáticas e modos de proteção avançados, além de reiniciar os dispositivos regularmente para mitigar o impacto de malwares sem arquivo.

A principal mudança destacada pelos pesquisadores é o alcance dessas ameaças. Ataques antes direcionados a alvos específicos agora podem atingir qualquer usuário, tornando a adoção de práticas de segurança digital uma necessidade generalizada.

Imagem gerada por IA (ChatGPT)

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