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Telemedicina em alta levanta alerta: dados de pacientes viram alvo valioso de hackers e golpes digitais

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O avanço da telemedicina tem transformado o acesso à saúde, permitindo consultas rápidas e remotas com poucos cliques. No entanto, à medida que a popularidade desses serviços cresce, aumentam também as preocupações com a segurança das informações médicas e com a exposição a crimes digitais, segundo pesquisas da Kaspersky.

Dados de saúde estão entre os ativos mais valiosos no mercado ilegal. Diferentemente das informações financeiras, que podem ser substituídas, o histórico médico é permanente. Informações como diagnósticos, exames, prescrições e dados pessoais podem ser exploradas por anos, sendo utilizadas em esquemas de fraude, roubo de identidade, chantagem e até manipulação por empresas e seguradoras.

Relatórios recentes analisados pela Kaspersky indicam que os ataques cibernéticos têm como foco crescente o setor da saúde. Em muitos casos, criminosos invadem sistemas para exigir resgates milionários e, posteriormente, utilizam os dados em campanhas de phishing altamente personalizadas. Com o uso de inteligência artificial, também se multiplicam sites falsos que simulam clínicas e serviços médicos, dificultando a identificação de fraudes.

Impactos dos ataques cibernéticos

O impacto desses ataques já é significativo. Em 2024, um dos maiores vazamentos de dados médicos da história comprometeu informações de mais de 190 milhões de pessoas nos Estados Unidos, após uma falha básica de segurança em um sistema corporativo. Em outro caso, milhões de registros de pacientes foram compartilhados indevidamente com plataformas de publicidade, o que evidencia falhas graves na gestão de dados sensíveis.

Especialistas apontam que a vulnerabilidade da telemedicina está ligada a diversos fatores, como o uso de rastreadores em aplicativos de saúde, a comunicação por canais não seguros, falhas técnicas em plataformas digitais e a falta de treinamento adequado entre profissionais. Além disso, dispositivos conectados à internet, como wearables médicos, também podem apresentar brechas de segurança.

Outro ponto crítico é a atuação de golpistas. E-mails falsos, ofertas de tratamentos milagrosos e mensagens sobre supostas alterações nos planos de saúde são estratégias comuns para atrair vítimas. Ao acessar links maliciosos, usuários podem ser induzidos a compartilhar documentos, dados pessoais e informações médicas, que acabam sendo explorados em esquemas criminosos.

Medidas preventivas

Diante desse cenário, especialistas recomendam medidas preventivas, como o uso de senhas fortes e únicas, a ativação da autenticação em dois fatores, a verificação da legitimidade das plataformas utilizadas e a cautela ao compartilhar informações fora de ambientes oficiais. Também é essencial evitar aplicativos desconhecidos e monitorar regularmente os registros médicos em busca de atividades suspeitas.

Embora a telemedicina represente um avanço importante na democratização do acesso à saúde, o uso seguro dessas ferramentas se tornou indispensável. A proteção de dados passa a ser, cada vez mais, parte integrante do cuidado com a saúde.

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