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Games populares como Roblox, Fortnite e Minecraft estão entre os mais explorados por criminosos digitais

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O crescimento acelerado do mercado de jogos online no Brasil tem atraído não apenas milhões de jogadores, mas também a atenção de criminosos virtuais. Um levantamento recente da NordVPN indica que plataformas populares como Roblox, Fortnite e Minecraft estão entre os ambientes mais explorados para o roubo de dados.

Segundo o estudo, jogadores estão entre os principais alvos de infostealers, um tipo de malware capaz de capturar informações pessoais, credenciais de acesso e dados financeiros de forma silenciosa. Em 2025, mais de 53 milhões de registros associados a gamers foram identificados globalmente, o que coloca esse grupo como o segundo mais afetado.

A alta exposição a downloads externos, o uso frequente de launchers e o armazenamento de dados sensíveis nas contas tornam o ecossistema gamer especialmente vulnerável. Além dos jogos, plataformas como Steam, Epic Games, Twitch e Riot Games também figuram entre os ambientes mais visados.

Impacto relevante no Brasil

No Brasil, o impacto é ainda mais relevante devido ao tamanho da comunidade gamer. O país figura entre os maiores públicos globais de jogos como Minecraft e Roblox, enquanto Fortnite mantém uma base competitiva ativa, com presença em campeonatos internacionais.

Os infostealers operam em segundo plano, coletando dados de navegadores e aplicativos sem que o usuário perceba. As informações roubadas podem incluir senhas salvas, cookies, histórico de navegação e sessões ativas, permitindo acesso imediato a contas digitais — muitas vezes sem necessidade de autenticação adicional.

De acordo com Marijus Briedis, diretor de tecnologia da NordVPN, o risco está diretamente ligado ao comportamento cotidiano dos usuários. “Quanto mais informações um dispositivo armazena, maior o volume de dados que pode ser comprometido em poucos segundos”, afirma.

Usuários da internet são mais afetados que gamers

Embora os gamers estejam em destaque, o estudo mostra que usuários comuns da internet são os que representam o maior número de vítimas. Redes sociais como Facebook, Instagram, Discord e X registraram quase 65 milhões de contas comprometidas. Serviços de streaming, como Netflix e Disney+, também aparecem com frequência, totalizando cerca de 28 milhões de ocorrências.

Outro dado que chama a atenção é o impacto sobre os profissionais de tecnologia. Aproximadamente 27 milhões de registros estavam associados a usuários de TI, o que amplia o risco para as empresas, já que credenciais comprometidas podem abrir acesso a sistemas corporativos, plataformas em nuvem e ferramentas de desenvolvimento.

O estudo também revela que quase 99% das infecções ocorreram em dispositivos com sistema Windows, principal alvo devido à sua ampla adoção global.

Especialistas alertam que a maioria dos ataques ocorre por meio de downloads não oficiais, como jogos pirateados, mods, cheats e instaladores falsos. Um único arquivo comprometido pode expor não apenas o usuário, mas também todos os que compartilham o mesmo dispositivo.

Para reduzir os riscos, recomenda-se adotar medidas como a autenticação multifator, evitar salvar senhas no navegador, manter os sistemas atualizados e desconfiar de softwares que exigem a desativação de proteções de segurança.

A principal orientação, segundo os especialistas, é limitar a quantidade de dados armazenados nos dispositivos — reduzindo, assim, o impacto em caso de invasão.

Image by freepik

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