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IA na Indústria e de Olho no Dev: o que o Instituto Atlântico levou ao SBES 2026

Instituto Atlântico

Desafios reais enfrentados por usinas hidrelétricas e o impacto real da Inteligência Artificial generativa na rotina de programadores nortearam a participação do Instituto Atlântico no 40º Simpósio Brasileiro de Engenharia de Software (SBES 2026), realizado de 8 a 11 de setembro no IME-USP.

Com 4 trabalhos aceitos, superando a meta inicial do projeto, a ICT marcou posição ao traduzir dores de chão de fábrica em ciência de ponta aplicada à Indústria 4.0 e ao setor de energia.

Dores do setor de energia viram ciência aplicada

Desenvolvidas no escopo da Plataforma de Análise Avançada de Dados de Operação e Manutenção da UHE Foz do Chapecó, as pesquisas abordam o ciclo de vida analítico com foco em confiabilidade:

  • QA em Dados Industriais: O estudo Beyond Functional Testing: QA Challenges in Industrial Analytical Pipelines redefine Garantia da Qualidade (QA) para pipelines de dados críticos.

  • LLMs em Requisitos: Using LLMs for Requirements Specification in Data Science Projects valida o uso de modelos de linguagem grande (LLMs) com governança e validação humana no setor elétrico.

  • IA Explicável (XAI): An Architecture for Explanation-Oriented Agents in Predictive Maintenance Systems traduz predições complexas de falhas em linguagem compreensível para operadores de usinas.

“Tivemos três trabalhos aceitos de um projeto que previa um. Isso prova que a prática industrial real tem alto valor científico e orienta novas frentes de QA”, destaca Sara Guimarães, analista de Qualidade de Software do Atlântico.

IA generativa torna o dev mais produtivo: a que custo?

Fora do setor energético, o Atlântico levou ao SBES o estudo More Productive, but at What Cost? Understanding How GenAI Shapes Developers’ Work Across the SPACE Dimensions.

O trabalho avalia os reflexos cotidianos da IA generativa no Brasil sob as dimensões do framework SPACE (satisfação, performance, colaboração, fluxo/foco e eficiência), indo além do mito da “produtividade a qualquer custo”.

  • Quem lidera: Pesquisa derivada da Jornada P&D interna da instituição.

  • Visão de negócio: Para Murilo Coelho (Product Owner), o achê acadêmico valida as metodologias ágeis e de engenharia adotadas internamente com os +600 colaboradores.

Radiografia: O salto científico do Atlântico

A investida no SBES chancelou a maturação da ICT que completa 25 anos em 2026:

Indicador Técnico-Científico Biênio 2024–2025 Destaque
Artigos submetidos 51 no total (21 em 2024 ➔ 30 em 2025) Crescimento de 42% YoY
Artigos publicados 27 Consistência de aceite
Produtos técnico-científicos (teses, patentes) 45 no total (17 em 2024 ➔ 28 em 2025) 1ª patente depositada em 2025
Histórico acumulado +1.300 projetos em 25 anos Atuação com P&D ANEEL, Lei do Bem e EMBRAPII

“Conectamos ciência de base, fomento (como ANEEL/EMBRAPII) e expansão global via Atlântico Global (EUA/Canadá) para gerar impacto real”, pontua Luiz Alves, diretor de Inovação e Novos Negócios.

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