A inteligência artificial (IA) deixou de ser uma promessa futurista para se consolidar na rotina dos consultórios médicos brasileiros. Uma pesquisa recente realizada pela Afya, em parceria com a Conexa, revelou que 78% dos médicos no Brasil já utilizam Inteligência Artificial em sua prática diária.
O avanço acelerado dessas ferramentas traz à tona um debate central na saúde digital: como automatizar tarefas burocráticas sem perder o acolhimento, a empatia e a atenção ao paciente?
O tema será o foco do Afya Summit, evento que aconteceu no último dia 29 de agosto, no Parque Ibirapuera, em São Paulo, reunindo nomes como Drauzio Varella, Ana Claudia Arantes e o especialista norte-americano em inovação em saúde, Daniel Kraft.
Como a inteligência artificial é usada nos consultórios?
De acordo com o levantamento da Afya e Conexa, os profissionais de saúde têm recorrido à tecnologia principalmente como suporte técnico e pesquisa rápida.
Os principais casos de uso da IA na Medicina incluem:
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Pesquisa sobre medicamentos e interações: 74%
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Apoio para dúvidas clínicas: 66%
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Busca por evidências científicas: 58%
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Preenchimento automatizado de relatórios: 34%
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Prontuários por voz: 28%
Para Guilherme Rodrigues, médico e coordenador de Oftalmologia da Afya, o verdadeiro ganho da inovação não é substituir o profissional, mas sim liberar tempo. Ao reduzir a carga burocrática, a tecnologia permite resgatar o “olho no olho” e a escuta atenta durante a consulta.
Supervisão humana e o papel do julgamento clínico
Apesar dos benefícios de produtividade, a supervisão médica continua indispensável. A pesquisa mostra que 63% dos médicos já identificaram e corrigiram inconsistências geradas pela IA antes de definir uma conduta clínica.
Do lado dos pacientes, 49% relatam pesquisar sintomas ou tentar interpretar exames na internet por conta própria. Contudo, a população ainda enxerga a tecnologia como um apoio informativo secundário, reafirmando a importância insubstituível da consulta presencial e do diagnóstico humano.
“A IA deve ser usada para eliminar barreiras, organizar dados e prever complicações. Mas o centro do ato médico continua sendo o encontro e o vínculo entre duas pessoas”, reforça Rodrigues.
Prevenção e Medicina Preditiva
A integração entre algoritmos e saúde digital também revoluciona o acompanhamento de condições crônicas não transmissíveis, como diabetes e hipertensão.
Com o uso de dispositivos de monitoramento contínuo e dados preditivos, o sistema de saúde deixa de ser reativo e passa a atuar de forma preventiva, identificando alterações de padrões antes mesmo do surgimento de complicações graves.
Serviço: Afya Summit 2026
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Data: 29 de agosto de 2026
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Local: Parque Ibirapuera – São Paulo (SP)
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Painel de Destaque: “Inteligência Artificial na Saúde: Aplicações reais, riscos, limites e uso responsável da IA” (às 10h05)
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Debatedores: Guilherme Rodrigues, Dayanna Quintanilha e Eduardo Lapa (Afya)
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Informações: educacaomedica.afya.com.br











