A tecnologia tem desempenhado um papel cada vez mais importante na ampliação do acesso à saúde especializada. No Brasil, a parceria entre a PBSF (Protecting Brains & Saving Futures) e a TeamViewer vem revolucionando o atendimento neonatal ao permitir que especialistas monitorem, em tempo real, recém-nascidos internados em UTIs de diferentes regiões do país, reduzindo sequelas neurológicas e ampliando o acesso a cuidados de alta complexidade.
Criada há quase uma década pelos neonatologistas Gabriel Variane e Alexandre Netto, a PBSF nasceu com a missão de eliminar deficiências neurológicas evitáveis em crianças. Sediada em São Paulo, a organização desenvolveu um modelo pioneiro de UTI Neonatal Neurológica Digital, que utiliza conectividade remota para levar especialistas a hospitais públicos e privados, inclusive em regiões onde há escassez de profissionais.
A ideia surgiu em julho de 2016, durante um encontro na Santa Casa de São Paulo, quando Variane apresentou a Alexandre Netto o projeto que viria a se tornar uma referência em neuroproteção neonatal. Desde então, a iniciativa evoluiu para um sistema que conecta especialistas a unidades hospitalares por meio da plataforma TeamViewer Tensor.
“TeamViewer é a infraestrutura que nos permite estar presentes, mesmo à distância, sempre que somos necessários nas UTIs neonatais. Sem a plataforma de conectividade TeamViewer Tensor, não conseguiríamos oferecer suporte em tempo real e salvar tantas vidas”, afirma Gabriel Variane, fundador da PBSF e presidente da Newborn Brain Society.
Tecnologia conecta especialistas a hospitais em todo o Brasil
Atualmente, cerca de 35 profissionais da PBSF, entre médicos, enfermeiros e analistas, trabalham remotamente utilizando o TeamViewer Tensor. A equipe atende hospitais a partir do centro operacional localizado na Avenida Paulista e também de diferentes cidades brasileiras.
A conectividade permite acesso remoto aos equipamentos hospitalares, possibilitando monitoramento cerebral contínuo e orientação clínica em tempo real para equipes locais.
Segundo o Dr. Maurício Magalhães, chefe de Neonatologia da Santa Casa de São Paulo, essa tecnologia faz diferença direta na sobrevida dos pacientes.
“O monitoramento cerebral contínuo nos permite agir imediatamente e prevenir sequelas neurológicas. Muitas crises convulsivas são silenciosas e só conseguimos detectá-las graças às soluções digitais.”
Além de aumentar a precisão clínica, o modelo reduz tempo de internação, evita tratamentos desnecessários e diminui custos para hospitais e sistemas públicos de saúde.
Desafios da neonatologia impulsionam inovação
A dimensão territorial do Brasil e a distribuição desigual de especialistas dificultam a implementação uniforme dos protocolos neonatais. Embora existam diretrizes nacionais, muitas UTIs enfrentam limitações estruturais e financeiras.
Segundo dados apresentados pela PBSF, estudos realizados nos Estados Unidos estimam que o custo vitalício de uma pessoa com deficiência incapacitante pode chegar a aproximadamente US$ 4 milhões. No Brasil, apenas os custos indiretos com benefícios relacionados a essas condições ultrapassaram US$ 8,6 bilhões em 2022.
Nesse cenário, a conectividade remota tornou-se uma alternativa para ampliar o acesso à medicina especializada sem exigir deslocamentos constantes de profissionais.
Mais de um milhão de horas de monitoramento remoto
Com apoio da plataforma TeamViewer Tensor, a PBSF já ultrapassou 1 milhão de horas de monitoramento cerebral remoto em recém-nascidos.
Até o momento, a organização já acompanhou mais de 20 mil pacientes e realiza cerca de 400 atendimentos mensais em aproximadamente 50 hospitais distribuídos pelo Brasil, entre instituições públicas e privadas.
Entre os resultados apresentados pela instituição está a experiência da Unimed Goiânia. Segundo dados internos da PBSF, o Centro de Neuroproteção proporcionou uma economia estimada em US$ 19,47 milhões entre dezembro de 2021 e maio de 2025, além de reduzir o tempo médio de internação de 57 para 39 dias.
Na Baixada Santista (SP), a organização também relata redução significativa das taxas de mortalidade neonatal.
HealthTech aposta em segurança e escalabilidade
Para Bruno dos Anjos, diretor de tecnologia da PBSF, a plataforma foi fundamental para reproduzir virtualmente a presença física dos especialistas.
“A PBSF é, acima de tudo, uma HealthTech. Nosso maior desafio sempre foi recriar, remotamente, a sensação da presença de um especialista ao lado da equipe local. O TeamViewer Tensor tornou isso possível desde o primeiro dia.”
A solução também simplifica a implantação nos hospitais. Os equipamentos são entregues já configurados para operação imediata, permitindo rápida integração às diferentes rotinas clínicas.
Brasil se torna referência internacional em neuroproteção neonatal
O sucesso do modelo brasileiro desperta interesse internacional. A PBSF informa que mantém negociações avançadas para expandir sua atuação a outros países, levando o conceito de neuroproteção neonatal digital para diferentes sistemas de saúde.
Segundo Tim Koubek, presidente da TeamViewer Américas, a iniciativa demonstra como a tecnologia pode enfrentar desafios estruturais da saúde.
“Ao conectar especialistas a hospitais em todo o território brasileiro em tempo real, estamos ampliando o acesso a cuidados neonatais essenciais e promovendo avanços duradouros na saúde de recém-nascidos.”
Histórias que mostram o impacto da tecnologia
Além dos indicadores clínicos, a PBSF destaca histórias de pacientes beneficiados pela iniciativa. Um dos exemplos é Joaquim, que recebeu acompanhamento especializado ainda recém-nascido por meio do Centro de Neuroproteção.
Hoje, aos cinco anos, ele leva uma vida saudável e desenvolve seu talento como baterista, tornando-se um dos milhares de casos que ilustram o impacto da combinação entre ciência, tecnologia e atendimento especializado.
Mais informações
- TeamViewer: https://www.teamviewer.com
- PBSF: https://protectingbrains.com/pt
- Vídeo sobre a parceria PBSF e TeamViewer: https://www.teamviewer.com/en/success-stories/pbsf
Imagem gerada por IA (ChatGPT)












